Neuromodulação é destaque regional no tratamento de zumbido

  • 27/03/2026
(Foto: Reprodução)
A fonoaudióloga reforça que a abordagem científica é a chave para o sucesso no manejo do zumbido crônico. CAAS Aparelhos Auditivos/Divulgação Nos últimos dias, a neuromodulação voltou ao centro das discussões após aparecer em notícias nacionais envolvendo tratamentos neurológicos. O tema despertou curiosidade, dúvidas e até desinformação nas redes sociais. Mas afinal, o que é essa técnica e o que a ciência realmente diz sobre ela? Em Catanduva, o procedimento já está disponível no Centro Auditivo Angélica Surraila (CAAS), coordenado pela fonoaudióloga e especialista audiológica Angélica Surraila Gomes. Atualmente, o centro é o único da região a oferecer o equipamento específico aliado à capacitação técnica necessária para aplicação da neuromodulação, método que vem sendo cada vez mais estudado principalmente no manejo de diferentes condições neurológicas e auditivas, incluindo o zumbido. Quando o zumbido está no cérebro? Segundo a especialista, o zumbido pode ter diferentes origens e muitas vezes está relacionado à forma como o cérebro processa os estímulos auditivos. “O zumbido não está necessariamente no ouvido. Em muitos casos, ele está relacionado a alterações na atividade das redes neurais responsáveis pelo processamento do som. Por isso, abordagens que atuam diretamente no sistema nervoso podem ajudar a modular essa atividade”, explica Angélica Surraila. Angélica Surraila, fonoaudióloga CAAS Aparelhos Auditivos/Divulgação A especialista afirma que a neuromodulação é uma abordagem terapêutica, baseada em evidências científicas que atua diretamente no sistema nervoso. No caso do zumbido, a técnica pode ser utilizada como parte de uma abordagem terapêutica mais ampla. “O objetivo não é simplesmente ‘eliminar o som’, mas ajudar o cérebro a reorganizar a forma como ele percebe e processa esse estímulo. Em muitos casos, isso reduz o incômodo e melhora significativamente a qualidade de vida do paciente”, explica a especialista. Além do zumbido, a neuromodulação também vem sendo estudada como recurso complementar no tratamento de diferentes condições neurológicas e emocionais, como depressão resistente, ansiedade, insônia e dor crônica, reabilitação após AVC, transtorno obsessivo compulsivo, doença de Parkinson e esclerose múltipla. De acordo com Angélica, a técnica já vem sendo estudada há décadas e não se trata de um tratamento experimental. “Existem milhares de estudos científicos publicados internacionalmente sobre neuromodulação. Hoje ela é utilizada em centros de pesquisa e hospitais de referência no mundo, justamente por ter uma base neurofisiológica sólida”, afirma a especialista. aparelho de neuromodulação CAAS Aparelhos Auditivos/Divulgação Fonoaudiologia Na área da fonoaudiologia, também existem aplicações importantes relacionadas à reabilitação da comunicação e da linguagem. “Em alguns casos, utilizamos a neuromodulação como um recurso complementar em processos terapêuticos relacionados à fala e à linguagem, como apraxia de fala, disartria, afasia e gagueira. Ela não substitui a terapia fonoaudiológica, mas pode potencializar os resultados quando existe indicação clínica adequada”, explica Angélica. Outra característica da técnica é o fato de ser não invasiva. As sessões costumam durar entre 10 e 30 minutos e não exigem sedação. Angélica explica que cada paciente precisa passar por uma avaliação detalhada antes da indicação do método. “A neuromodulação não é uma solução universal. Cada protocolo precisa ser individualizado e baseado na condição clínica de cada paciente. O mais importante é que o tratamento seja conduzido com critério científico e acompanhamento especializado”, destaca. Neuromodulação é destaque regional no tratamento de zumbido No Mundo Embora ainda seja pouco conhecida por parte da população, a técnica já é utilizada em universidades e hospitais de referência internacional, como Harvard, Johns Hopkins, Mayo Clinic e também em centros de pesquisa no Brasil, incluindo a Universidade de São Paulo (USP). Para Angélica Surraila, o aumento do interesse público pelo tema pode ser positivo quando acompanhado de informação correta. “Quando um assunto ganha repercussão, é natural que surjam dúvidas. Nosso papel como profissionais da saúde é esclarecer a população com responsabilidade, mostrando o que a ciência realmente diz e como essas ferramentas podem ajudar na qualidade de vida das pessoas”, conclui. Serviços Endereço: Centro Auditivo Angélica Surraila (CAAS) – Rua Treze de Maio, nº1.200, Centro, Catanduva/SP. Contato: (17) 99741-4111 Conheça todas as nossas unidades no site: www.caasaparelhosauditivos.com.br Angélica Surraila Gomes - Fonoaudióloga CRFa. 2-16.507

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/especial-publicitario/caas-aparelhos-auditivos/noticia/2026/03/27/neuromodulacao-e-destaque-regional-no-tratamento-de-zumbido.ghtml


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